No Brasil e no Mundo, pneus velhos sempre foram problema sério para o meio
ambiente e a saúde pública, uma vez que lançados ao relento acumulam água
limpa das chuvas e se tornam o berçário preferido do mosquito Aedes aegypti,
vetor da dengue e da febre amarela urbana. Esta é a razão do preconceito
histórico contra os pneus velhos, aqui no Brasil instrumentalizado pelos
interesses das multinacionais dos pneus.
Por seu lado, o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente jamais criaram
qualquer programa ou ação que demonstrasse, na prática, decisão política de
dar solução ao problema. Com essa omissão, apóiam as multinacionais, que
sempre se esquivaram igualmente de qualquer esforço, quanto mais de
sacrifício financeiro, para limpar o lixo por elas gerado no Brasil, da
ordem de 95% de todo o passivo ambiental dessa natureza.

Foi para garantir o direito de trabalhar em seu próprio país que as empresas
de reforma de pneus criaram em 1998 o texto original daquela que veio a ser
aprovada como Resolução Conama n° 258/99. Para isso teve fundamental
importância a participação do presidente da Abip, a associação dos
remoldadores de pneus, no grupo de trabalho formado na Câmara Técnica de
Controle Ambiental do Conama, o Conselho Nacional do Meio Ambiente.